Problemas Oculares

Líquido gelatinoso e viscoso, formado por fibras, células e uma substância amorfa e semilíquida, que se localiza entre o cristalino e a retina.

O astigmatismo ocorre quando a córnea apresenta maior curvatura em uma direção, distorcendo a visão tanto para perto quanto para longe. Normalmente, a córnea é redonda,

enquanto no astigmata é ovalada. Assim, os raios de luz não chegam ao mesmo ponto na retina e, por conta disso, a imagem levada ao cérebro se torna deformada, distorcida ou

desfocada.

A catarata é a opacificação do cristalino, uma lente transparente do olho, sendo muitas vezes descrita por quem sofre com o problema como “a sensação de olhar através de um lenço de seda”.

A catarata, quando se desenvolve, impede que os raios de luz passem pela retina, graças à opacidade no cristalino ocasionada pela doença. É nesse ponto que a pessoa começa a desenvolver o sintoma de visão embaçada.

O daltonismo é uma anomalia hereditária recessiva ligada ao cromossomo sexual X, na qual a pessoa fica incapaz de distinguir cores primárias. Esse tipo de confusão daltônica é a mais comum dentre os casos existentes. O problema é mais frequente entre os homens, pois o gênero masculino possui apenas um cromossomo X. Portanto, basta o homem ter o seu cromossomo X recessivo que este será daltônico.

A Degeneração Macular Relacionada à Idade ou DMRI é uma doença causada por múltiplos fatores, mas, o mais recorrente é o envelhecimento. Na DMRI ocorre um crescimento

anormal dos vasos sanguíneos sob a retina, mais especificamente, sob o tecido da coroide, camada rica em vasos e células pigmentares.

A conjuntiva é uma camada fina e vascularizada que recobre a esclera do olho e a parte interna das pálpebras. Quando ocorre um rompimento desses vasos sanguíneos, o sangue

acumula-se sobre a esclera e abaixo da conjuntiva, causando uma hemorragia subconjuntival.

Doença ocular caracterizada pela lesão do nervo óptico, o glaucoma é uma das principais causas mundiais da cegueira. Isto ocorre porque a doença causa um aumento na pressão

intraocular, fator que comprime o nervo óptico, responsável pelo transporte das imagens até o cérebro.

O glaucoma aparece com mais frequência em pessoas com mais de 40 anos, portadores de diabetes e com histórico da doença na família. O glaucoma só é detectado após um exame oftalmológico que mede a pressão intraocular e analisa alterações no nervo óptico.

Existem vários tipos de glaucoma: o crônico simples ou de ângulo aberto (a forma mais comum), o de ângulo fechado e o congênito (a forma mais rara, que acomete os recém-

nascidos). O glaucoma de ângulo aberto é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior (formado pela superfície posterior da córnea e a anterior da

íris), aumentando, com isso, a pressão intraocular de forma gradativa. Já no glaucoma de ângulo fechado, ocorre um aumento súbito da pressão do olho.

A hipermetropia é um erro de focalização da imagem que, por conta disso, passa a se formar após a retina. Isso ocorre principalmente porque o olho do hipermetrope é um pouco

menor do que o normal. Em alguns casos, a hipermetropia se desenvolve em pessoas que possuem alterações no formato da córnea ou cristalino que, por isso, diminui o poder

refrativo do olho. A hipermetropia também pode estar associada ao aparecimento de estrabismo acomodativo na infância.

Com o passar do tempo, o cristalino (lente natural do olho) vai perdendo a flexibilidade necessária para focalizar objetos de perto. Essa perda natural e progressiva é chamada de

presbiopia ou vista cansada, e acontece, normalmente, a partir dos 40 anos.

Pessoas que sofrem com presbiopia costumam sentir dores de cabeça, cansaço nos olhos e, principalmente, vista desfocada para perto, fazendo com que afastem os objetos para ver melhor.

O pterígio é uma membrana fibrovascular, conhecida popularmente como “carne no olho”, que cresce sobre a córnea. Essa membrana possui vasos sanguíneos e tecido fibroso, fatores que podem acarretar uma perda de transparência da córnea e uma distorção da curvatura corneana, prejudicando a visão.

As lágrimas, compostas por água, sais minerais, proteínas e gordura, são produzidas pelas glândulas lacrimais, e têm a função de limpar, lubrificar e proteger o olho. A Síndrome do

olho seco é uma deficiência na produção ou qualidade da lágrima, que provoca o ressecamento da superfície do olho, da córnea e conjuntiva.

>> Síndrome da visão do computador
     (do inglês Computer Visual Syndrome)

A Síndrome da Visão do Computador afeta as pessoas que utilizam o computador por um longo período, sem pausas. Para manter a imagem definida, o usuário acaba tensionando os músculos do olho, além de diminuir as piscadas, que têm a função de lubrificação.
O uso de 
ar condicionado (que diminui a umidade do ar) e a má postura ajudam na manifestação da doença.

 

Os sintomas da Síndrome da Visão do Computador são ardência, dor de cabeça, fotofobia, lacrimejamento, olhos vermelhos, queda da pálpebra, queimação, sensação de areia nos olhos e sensação de cansaço ao final do dia.

Doença degenerativa do olho, o ceratocone altera o formato e a espessura da córnea, tornando-a mais fina e cônica, ocasionando problemas visuais no paciente.

Líquido gelatinoso e viscoso, formado por fibras, células e uma substância amorfa e semilíquida, que se localiza entre o cristalino e a retina.

O calázio é um cisto que se desenvolve em uma das pálpebras em decorrência da inflamação das glândulas de Meibomius, localizadas nesta região. O processo inflamatório

ocorre devido à obstrução da secreção sebácea produzida pelas glândulas, fazendo com que o calázio se desenvolva.  Além da protuberância na pálpebra, o calázio pode ser identificado por inchaço e dor na região.

Viral, bacteriana ou alérgica, a conjuntivite é uma inflamação que atinge a conjuntiva, membrana transparente que envolve parte do olho. Seus sintomas são coceira, secreção,

aumento da sensibilidade à luz (fotofobia), vermelhidão nos olhos, sensação de corpo estranho na vista e irritação ocular. O problema pode ser considerado agudo ou crônico, de

acordo com o tempo de duração, mas não causa perda da visão.

A retina pode ser comparada à película de uma câmera fotográfica, pois ela projeta as imagens captadas na parede interna do olho. Depois, essas imagens são transmitidas pelo

nervo óptico até o cérebro, onde serão interpretadas. O descolamento de retina é uma doença que pode causar perda de visão e, até mesmo, cegueira.

Os pacientes que sofrem de estrabismo possuem um desalinhamento dos olhos para diferentes direções, ou seja, eles deixam de ser paralelos. Esse problema é causado por

uma alteração no equilíbrio dos seis músculos extraoculares - dois que movimentam os olhos para a direita e esquerda e quatro que fazem o movimento de cima para baixo.

Há dois tipos de estrabismo: o esotrópico, que desvia um ou os dois olhos para dentro, e o exotrópico, no qual ocorre o desvio para fora. O problema é mais frequente entre as

crianças, mas os adultos também fazem parte do grupo de risco do estrabismo. Como o cérebro é o responsável pelo controle dos músculos oculares, crianças portadoras de

paralisia cerebral, hidrocefalia, tumores cerebrais e síndrome de Down, geralmente desenvolvem a patologia.

A palavra “miopia” vem do grego “olho fechado”, pois as pessoas com esta condição frequentemente apertam os olhos para enxergar melhor à distância, já que não são capazes de ver normalmente os objetos que estão longe.

Na miopia, a formação da imagem acontece antes da retina, pois o olho apresenta uma curvatura acentuada da córnea ou o comprimento anormal do olho. O principal fator para o

surgimento da miopia é a hereditariedade e o problema, normalmente, aumenta durante a fase de crescimento (até os 19 anos). Visão embaçada, dificuldade para identificar objetos afastados, dores de cabeça, lacrimejamento e tensão ocular são alguns dos sintomas da miopia. O problema é corrigido

com o uso de óculos, lentes de contato apropriadas ou cirurgia refrativa, caso haja indicação de um oftalmologista.

Popularmente conhecido como terçol, o hordéolo é um pequeno abscesso localizado na borda das pálpebras, provocado por bactérias que causam inflamação e infecção na região. Os sintomas do hordéolo são vermelhidão, dor, sensação de corpo estranho, edema e inflamação. Esse processo infeccioso pode ser prevenido ao se evitar coçar os olhos e manter as mãos limpas para evitar a transmissão de bactérias. O tratamento mais comum para o terçol é baseado na aplicação de compressas mornas e pomadas.

A retinopatia da prematuridade é o crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem a retina do bebê e está indiretamente relacionada à idade gestacional e ao peso da criança, ou seja, quanto mais prematuro e menor for o peso do bebê, maiores as chances de surgirem alterações na retina, podendo causar a perda da visão.

Outros fatores que podem acarretar o desenvolvimento da doença são a hipóxia (baixo teor de oxigênio no organismo), hiperóxia (alta concentração de oxigênio no organismo),

transfusão de sangue e infecções.

A retinopatia diabética ocorre devido à progressão do diabetes, doença que afeta os vasos sanguíneos do olho, causando estreitamento, bloqueio e enfraquecimento das paredes dos vasos. Com isso, a retinopatia diabética ocasiona deformidades oculares conhecidas como micro aneurismas, que causam hemorragias e infiltração de gordura na retina.

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença muito comum em idosos e pode acometer os olhos, especialmente a retina, causando baixa de visão nesses pacientes. A doença de

retina causada pela hipertensão arterial é chamada de retinopatia hipertensiva.

Os traumas nos olhos podem ser causados por corpos estranhos, lacerações, perfurações, contusões, queimaduras ou contato com produtos químicos. A gravidade do dano depende da energia cinética do objeto e o local do impacto. Por isso, os traumas que são acompanhados de fraturas e hemorragias geralmente são os mais graves.

A uveíte é uma doença inflamatória que pode comprometer a úvea (composta pela íris, corpo ciliar e coroide) e, em alguns casos, atingir também o nervo óptico e a retina. A doença pode aparecer em qualquer idade e em ambos os sexos, mas, é mais frequente em jovens adultos.